Anemia na criança

Quando os níveis de hemoglobinas, hemácias e hematócrito decaem, acende-se o alerta de anemia na criança. Acompanhe o resumo sobre o tema!
Infecções bacterianas e antibioticoterapia


As infecções bacterianas são uma causa importante de mortalidade e podem ou não se apresentar como sepse – a forma mais grave de infecção, associada a disfunções orgânicas medidas pelo escore SOFA, com potencial evolução para choque e falência de múltiplos órgãos, com alta mortalidade. Desde a sua descoberta, os antimicrobianos têm sido responsáveis pelo salvamento de milhões de vidas. Entretanto, o uso excessivo e indiscriminado dessas drogas acarreta maiores custos de tratamento, incidência elevada de efeitos adversos e, o mais grave, indução crescente de resistência bacteriana. Na maior parte dos casos, a escolha do antibiótico é inicialmente empírica. Contudo, precisa ser judiciosa, baseada na suspeita clínica, no provável foco de infecção, nos agentes etiológicos mais prováveis. Além disso, deve avaliar as particularidades do paciente, como idade, comorbidades, história de internação recente e uso prévio de antimicrobianos. Neste conteúdo, você verá um resumo da rotina sobre infecções bacterianas e antibioticoterapia. Confira! Sinais e sintomas das infecções bacterianas Apesar de inespecífica, a febre é o sinal mais sensível de infecções em geral, tanto nas de origem virótica, como fúngicas ou bacterianas. Entretanto, ela também ocorre em condições não infecciosas, como colagenoses, leucemias, linfomas, vasculites, insolação, doenças metabólicas e degenerativas, tromboembolismo, febre de origem central e reação medicamentosa ou a transfusões. Além da febre, é importante investigar sintomas específicos ou sugestivos de determinados focos infecciosos, como disúria ou dor lombar para infecção urinária, tosse produtiva, dispnéia e prostração na pneumonia, cefaleia e vômitos na meningite, etc. Importante ressaltar que a ausência dessas manifestações não afasta o acometimento de um ou outro foco, notadamente em pacientes debilitados ou imunocomprometidos, nos quais o quadro clínico pode ser mais inespecífico. Diagnóstico A investigação laboratorial das infecções é feita com exames que possam confirmar ou sugerir a presença de infecção. Além disso, permitem avaliação geral do paciente e detecção de eventuais disfunções orgânicas secundárias. Os exames complementares também auxiliam a: Entre os exames mais úteis, destacam-se o hemograma (leucocitose ou leucopenia, neutrofilia, desvio à esquerda, plaquetopenia, etc.), a dosagem de proteína C reativa, procalcitonina e lactato arterial, gasometria arterial, perfil bioquímico hepático (notadamente bilirrubinas), função renal e coagulograma. As culturas são fundamentais para identificação correta do agente etiológico, análise do seu perfil de sensibilidade e resistência aos antimicrobianos. Porém, geralmente, só ficam disponíveis em um segundo momento para ajustar o tratamento. Devem ser coletadas idealmente antes do início do tratamento em todos os pacientes com sepse e naqueles com infecções relacionadas à assistência de saúde. Nos demais casos, a decisão sobre coleta de culturas deve ser individualizada, com base inclusive na expectativa de rendimento (sensibilidade) desses exames. Exames moleculares automatizados são capazes de identificar o genoma ou marcadores específicos do agente etiológico em poucas horas. Eles vêm se tornando cada vez mais disponíveis, aumentando a adequação da escolha e eficácia do tratamento. Antibioticoterapia Na sepse em geral e, sobretudo, no choque séptico, o início precoce da antibioticoterapia empírica correta ainda na primeira hora é um fator importante de redução da mortalidade. Ajustes são feitos posteriormente com a identificação do foco infeccioso ou identificação do agente etiológico. A evolução e resposta clínica do paciente ao tratamento são o parâmetro mais importante na decisão de manter, descalonar, escalonar ou trocar o esquema de antimicrobiano. Mas culturas e alguns exames de laboratório podem ajudar nessa decisão. Nas situações mais complexas, com pacientes mais vulneráveis, imunodeprimidos ou refratários ao tratamento, é sempre aconselhável a discussão do caso com um infectologista experiente. Na infecção relacionada à assistência de saúde, as decisões devem considerar a epidemiologia microbiológica local e o padrão de susceptibilidade bacteriana aos antibióticos, contextualizados às características do paciente e ao foco mais provável de infecção. Em imunossuprimidos (pacientes oncológicos em quimioterapia, transplantados, colagenoses graves e neutropênicos), as infecções tendem a evoluir de forma rápida e potencialmente fatal. Por isso, o início da antibioticoterapia precisa ser mais precoce e com cobertura de amplo espectro, de acordo com protocolos específicos. As principais infecções bacterianas Nesta rotina, você vai encontrar informações essenciais para a escolha empírica do antimicrobiano pelo sítio de infecção, como etiologias principais e indicações de esquemas terapêuticos principal e alternativo. Este foi um resumo com os pontos principais da rotina sobre infecções bacterianas e antibioticoterapia. No app Blackbook, o conteúdo completo para assinantes reúne informações sobre conceitos gerais, quadro clínico das infecções, formas de confirmar a doença e indicações de tratamento. Quer ter acesso a essas e outras rotinas para auxiliar a tomada de decisão clínica? Baixe o app Blackbook agora mesmo! BlackbookHá mais de 20 anos desenvolvemos conteúdo de saúde prático, confiável e inovador, que orienta os colegas da área da saúde nas melhores práticas clínicas. blog-blackbook.local
Dermatoses mais comuns na prática clínica


ATENÇÃO: O conteúdo a seguir foi desenvolvido para profissionais e estudantes da área da saúde. Não deve ser utilizado como fonte de consultas por pessoas leigas. As dermatoses mais comuns na prática clínica são doenças de pele, mucosas e anexos, que podem aparecer de forma isolada ou sistêmica. Confira um resumo sobre o tema! As dermatoses são o conjunto de alterações e doenças que podem afetar a pele, mucosas e seus anexos – ou seja, pelos, cabelo e unhas. Elas podem se manifestar de forma localizada ou sistêmica. Apesar de muito variáveis, as lesões de pele, geralmente, se apresentam com um aspecto mais ou menos característico em relação ao tipo, textura, cor, presença ou não de relevo, forma, arranjos e distribuição. A seguir, você encontra um resumo com os principais pontos sobre dermatoses mais comuns na prática clínica! Quando suspeitar e como confirmar A avaliação clínica das características de dermatoses mais comuns na prática clínica é essencial para direcionar o diagnóstico. Além disso, é importante fazer a anamnese completa, detalhando a história do aparecimento da lesão com: Para auxiliar a avaliação, as lesões de pele são classificadas em primárias (elementares) ou secundárias e subdivididas dentro de cada grupo, de acordo com as características mais típicas apresentadas. No exame dermatológico, é importante fazer a descrição das características da lesão. O exame deve ser feito em local com boa iluminação e passar pelas etapas de: Tratamento O tratamento dermatológico é frequentemente tópico, com aplicação sobre a lesão de medicação sobre forma de cremes, pomadas, loções, coberturas. Em alguns casos, é necessário o tratamento sistêmico, como em: Recomenda-se que os casos mais complexos, graves ou refratários devam ser discutidos ou encaminhados ao dermatologista. Dermatoses mais comuns na prática clínica A seguir, veja uma lista com os problemas dermatológicos mais comuns na prática clínica. Farmacodermias Dermatoviroses Micoses superficiais Câncer de pele Dermatoses bolhosas Dermatoses de causas diversas Dermatites por parasitas Eczemas Infecções por bacterianas da pele Hanseníase Leishmaniose tegumentar americana Sífilis Psoríase Estas foram as dermatoses mais comuns na prática clínica. Você encontra mais sobre dermatoses em outras rotinas do app Blackbook, como: Fotos para identificação, características, diagnóstico e tratamento das doenças dermatológicas mais comuns na prática clínica estão no app Blackbook. Quer acessar mais detalhes? Baixe o aplicativo agora mesmo e aproveite os 7 dias para uso gratuito! BlackbookHá mais de 20 anos desenvolvemos conteúdo de saúde prático, confiável e inovador, que orienta os colegas da área da saúde nas melhores práticas clínicas. blog-blackbook.local
Leucemias


ATENÇÃO: O conteúdo a seguir foi desenvolvido para profissionais e estudantes da área da saúde. Não deve ser utilizado como fonte de consultas por pessoas leigas. A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos causada por um defeito na maturação de alguma linhagem das células hematopoiéticas. É o câncer mais frequente da infância, podendo chegar a 30% das neoplasias em menores de 15 anos. Podem ser agudas ou crônicas e afetar a linhagem linfóide ou mielóide. As formas agudas são as mais comuns na infância, e são divididas em leucemia mielóide aguda (LMA) e leucemia linfóide aguda (LLA). As formas crônicas são mais raras e divididas em mielóide crônica juvenil e mielóide crônica tipo adulto. A seguir, você confere um resumo da rotina sobre leucemias. Continue a leitura! Diagnóstico As manifestações clínicas iniciais são inespecíficas como fadiga, hiporexia e mal-estar, e raramente levam à suspeita de leucemia nessa fase. Com o tempo, os sintomas se acentuam e surgem manifestações mais típicas relacionadas à plaquetopenia, como: Também são comuns as infecções recorrentes pela neutropenia. A anemia e plaquetopenia são as principais alterações nos exames complementares iniciais. Pode haver leucocitose intensa ou neutropenia e a presença de blastos no sangue periférico é o achado mais específico. O diagnóstico é confirmado através do mielograma, pela presença de mais de 20 a 30% de blastos de morfologia homogênea. A classificação morfológica do mielograma tem importância prognóstica e define a estratégia de tratamento. Por isso, deve ser feita por um hematologista experiente. Geralmente, consegue diferenciar a LLA da LMA, exceto nas leucemias mielóides menos diferenciadas, que exigem a diferenciação por técnicas de imunofenotipagem, citogenética e biologia molecular. Tratamento de leucemias Após a confirmação do diagnóstico, a quimioterapia deve começar o mais rápido possível e é baseada em protocolos de acordo com a morfologia, a imunofenotipagem e a classificação de risco. O tratamento é realizado por hematologistas ou oncologistas especializados e pode durar de 2 a 3 anos. Os resultados são organizados em registros multicêntricos que servem de base para as modificações nas versões dos protocolos periodicamente atualizados. O transplante de medula óssea de um irmão doador HLA compatível é o tratamento de escolha na leucemia mielóide aguda após a indução de remissão inicial ou nos casos de leucemias linfoblásticas agudas (LLA) com translocação t(9;22) e t(4;11), nas recidivas da LLA, ou casos com hipodiploidia após a indução inicial de remissão. Este foi um resumo da rotina sobre leucemias. No app Blackbook, você encontra em detalhes os conceitos, definições, fatores de risco, indícios de quando suspeitar, exames para confirmação e indicações de tratamento. Que tal ter acesso a essa e outras rotinas para a tomada de decisão mais segura e confiável? Assine o app Blackbook e tenha em mãos a melhor ferramenta de apoio para seu dia a dia profissional! BlackbookHá mais de 20 anos desenvolvemos conteúdo de saúde prático, confiável e inovador, que orienta os colegas da área da saúde nas melhores práticas clínicas. blog-blackbook.local